quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Aldeia do Patacão

Vagueando em passeio pelo Ribatejo estamos sempre a descobrir coisas novas sobre o nosso belo país. Desta feita entre Alpiarça e a Golegã descobri uma aldeia abandonada.
Só ao pesquisar na net fiquei a saber o seu nome e a sua história: Aldeia do Patacão.


Situa-se a poucos kms do rio Tejo e é uma antiga aldeia piscatória. Casas palafiticas em madeira assim construídas com receio das famosas cheias que acontecem nos invernos por aquela zona

Gradualmente os pescadores foram abandonando as suas casas e a aldeia ficou abandonada. Coloridas mas em muito mau estado de degradação receei entrar com medo que a madeira cedesse. Não deixei no entanto de guardar estas imagens dum local que aos poucos será "comido" pela vegetação envolvente.






Aldeia do Patacão

Vagueando em passeio pelo Ribatejo estamos sempre a descobrir coisas novas sobre o nosso belo país. Desta feita entre Alpiarça e a Golegã descobri uma aldeia abandonada.
Só ao pesquisar na net fiquei a saber o seu nome e a sua história: Aldeia do Patacão.


Situa-se a poucos kms do rio Tejo e é uma antiga aldeia piscatória. Casas palafiticas em madeira assim construídas com receio das famosas cheias que acontecem nos invernos por aquela zona

Gradualmente os pescadores foram abandonando as suas casas e a aldeia ficou abandonada. Coloridas mas em muito mau estado de degradação receei entrar com medo que a madeira cedesse. Não deixei no entanto de guardar estas imagens dum local que aos poucos será "comido" pela vegetação envolvente.








domingo, 2 de dezembro de 2012

O Templo da Fotografia

Pelos caminhos de Portugal descobri mais uma pequena maravilha na Golegã...A casa-estúdio de Carlos Relvas.
Carlos Relvas, abastado produtor agrícola nasceu na Golegã em 1838. Cedo descobriu a sua paixão pela fotografia pouco depois desta ter sido inventada. Durante as suas viagens a França foi adquirindo livros e vário material fotográfico. Em 1868 terá participado na sua primeira exposição fotográfica. A primeira de muitas.
Entretanto manda construir um estúdio fotográfico no jardim, aquele que seria o primeiro estúdio fotográfico em Portugal e os seus trabalhos são publicados nos jornais da altura.
Em 1869 foi admitido como membro na Sociedade Francesa de Fotografia. Começou a participar em exposições internacionais, vindo a ser medalhado na Exposição Universal de Filadélfia.
O seu estúdio torna-se demasiado pequeno para os seus objetivos, além de que a vegetação envolvente tapava a entrada de luz natural. Projecta então um nova casa-estúdio onde a principal sala era envidraçada podendo ser controlada a entrada de luz através de cortinas. Essa magnífica casa foi edificada entre 1871 e 1875 e é esse exemplar que podemos admirar hoje na Golegã. Tendo sofrido diversas alterações ao longo dos anos, foi em 2003 remodelada e restaurada de volta ao seu formato original de 1875.
Ao longo dos anos Carlos Relvas retratou a vida quotidiana da Golegã, as suas pessoas e os temas que mais lhe eram queridos como os cavalos. Morreu precocemente em 1894 com uma infecção na sequência de uma queda de cavalo: como consegue ser irónica a nossa vida!



 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

S. Jorge

S. Jorge também é uma ilha muito peculiar. Em S. Jorge descobri as Fajãs: pedaços de terra que resultam de escorrimentos de lava e deprendimentos de terra das arribas devido a abalos sísmicos. Solos férteis mas de dificil acesso, algumas estão ainda habitadas outros só servem para cultivo.
S. Jorge também é conhecida pelos seus queijos e bem merecidamente: são fabulosos e eu que adoro queijos!









domingo, 30 de outubro de 2011

Faial

Cruzeiro do Canal é o barco que nos leva do Pico ao Faial.A travessia do canal lembra-me do título do livro de Vitorino Nemésio, escritor acçoriana da ilha Terceira que escreveu "Mau Tempo no Canal" onde retrata a sociedade da cidade da Horta entre 1917 e 1919 - eu desconhecia esta obra que me foi apresentada aqui nos Açores mas entretanto já comprei o livro. À medida que nos aproximamos da ilha gosto mais da paisagem que se nos apresenta.




Em direcção ao vulcão dos Capelinhos paramos em algumas miradouros sobre a cidade e a sua magnifíca marina.
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Numa das extremidades da ilha situa-se o Vulcão dos Capelinhos, o último vulcão açoreano, que entrou em erupção em 1957 e assim se manteve durante 13 meses. Campos e casas foram cobertos por cinzas e ainda hoje pisamos areias cinzentas como se tivessemos chegado à lua. Ai se situa o Centro de Interpretação do Vulcão onde nos é explicada a actividade vulcânica nos Açores e dos Capelinhos em particular. Subimos ao farol que marca o limite de terra firme antes da erupção e da "terra" posteriomente acrescentada pelo vulcão. Um local magnífico. Hoje o vulcão permanece em repouso mas deve ser considerado como um vulcão potencialmente activo. Um visita muito educativa.




Na descida para a cidade encontramos algum transito bovino - vacas atravessadas na estrada!! Uma delícia!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ainda o Pico

A paisagem da Cultura das Vinhas no Pico é considerada Património da Humanidade pela Unesco. È uma paisagem que se espalha por toda a ilha e se estende até ao mar. Provei e gostei do vinho ai produzido!



O nosso hotel ficava junto à marina, na freguesia de Santa Madalena. Estava um fim de dia muito agradável quando fomos dar o nosso passeio de reconhecimento de território.

A igreja matriz e atrás o Pico - ponto mais alto de Portugal com 2.790 m de altitude - que marca a sua presença envolvido numa neblina, mantendo sempre o seu mistério.



domingo, 9 de outubro de 2011

Pico - a ilha que me conquistou

Não foi amor à primeira vista... inicialmente achei a ilha do Pico muito deprimente -rochas muito escuros, pouca vegetação e pouca vida. Foi a sua história que me conquistou. A histórias dos homens que aqui têm vivido ao longo dos anos e a forma como se têm ajustado às mudanças. E foi a montanha do Pico que me conquistou. O seu cume sempre escondido e a sua figura magnifica na paisagem vista do mar!


A primeira aldeia que visitamos foi Cachorro, assim chamada devido a uma formação de rochas que se assemelha a um cão. Neste lado da ilha a maior parte das casas pertencem a imigrantes e estão fechadas grande parte do ano. A paisagem predominante são as falésias e um mar enorme e límpido.












A história dos baleeiros está muito presente nesta ilha. Visitamos a antiga Fábrica de Vitaminas, Óleos, Farinhas e Adubos, cuja matéria prima era a baleia e que foi a última fábrica portuguesa a fechar a sua actividade, hoje transformada em Museu Industrial da Baleia. Aqui é-nos contada a história das vidas que giravam em volta da caça à baleia. Os objectos utilizados, as imagens cruéis e o processo da matança. Em resumo: apesar de tudo estar muito bem apresentado e ser um dado histórico, detestei!!
Mas uma coisa temos que reconhecer: a vida daquelas gentes não era fácil e era daquilo que retiravam o seu sustento e alimentavam suas famílias.