domingo, 30 de outubro de 2011

Faial

Cruzeiro do Canal é o barco que nos leva do Pico ao Faial.A travessia do canal lembra-me do título do livro de Vitorino Nemésio, escritor acçoriana da ilha Terceira que escreveu "Mau Tempo no Canal" onde retrata a sociedade da cidade da Horta entre 1917 e 1919 - eu desconhecia esta obra que me foi apresentada aqui nos Açores mas entretanto já comprei o livro. À medida que nos aproximamos da ilha gosto mais da paisagem que se nos apresenta.




Em direcção ao vulcão dos Capelinhos paramos em algumas miradouros sobre a cidade e a sua magnifíca marina.
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Numa das extremidades da ilha situa-se o Vulcão dos Capelinhos, o último vulcão açoreano, que entrou em erupção em 1957 e assim se manteve durante 13 meses. Campos e casas foram cobertos por cinzas e ainda hoje pisamos areias cinzentas como se tivessemos chegado à lua. Ai se situa o Centro de Interpretação do Vulcão onde nos é explicada a actividade vulcânica nos Açores e dos Capelinhos em particular. Subimos ao farol que marca o limite de terra firme antes da erupção e da "terra" posteriomente acrescentada pelo vulcão. Um local magnífico. Hoje o vulcão permanece em repouso mas deve ser considerado como um vulcão potencialmente activo. Um visita muito educativa.




Na descida para a cidade encontramos algum transito bovino - vacas atravessadas na estrada!! Uma delícia!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ainda o Pico

A paisagem da Cultura das Vinhas no Pico é considerada Património da Humanidade pela Unesco. È uma paisagem que se espalha por toda a ilha e se estende até ao mar. Provei e gostei do vinho ai produzido!



O nosso hotel ficava junto à marina, na freguesia de Santa Madalena. Estava um fim de dia muito agradável quando fomos dar o nosso passeio de reconhecimento de território.

A igreja matriz e atrás o Pico - ponto mais alto de Portugal com 2.790 m de altitude - que marca a sua presença envolvido numa neblina, mantendo sempre o seu mistério.



domingo, 9 de outubro de 2011

Pico - a ilha que me conquistou

Não foi amor à primeira vista... inicialmente achei a ilha do Pico muito deprimente -rochas muito escuros, pouca vegetação e pouca vida. Foi a sua história que me conquistou. A histórias dos homens que aqui têm vivido ao longo dos anos e a forma como se têm ajustado às mudanças. E foi a montanha do Pico que me conquistou. O seu cume sempre escondido e a sua figura magnifica na paisagem vista do mar!


A primeira aldeia que visitamos foi Cachorro, assim chamada devido a uma formação de rochas que se assemelha a um cão. Neste lado da ilha a maior parte das casas pertencem a imigrantes e estão fechadas grande parte do ano. A paisagem predominante são as falésias e um mar enorme e límpido.












A história dos baleeiros está muito presente nesta ilha. Visitamos a antiga Fábrica de Vitaminas, Óleos, Farinhas e Adubos, cuja matéria prima era a baleia e que foi a última fábrica portuguesa a fechar a sua actividade, hoje transformada em Museu Industrial da Baleia. Aqui é-nos contada a história das vidas que giravam em volta da caça à baleia. Os objectos utilizados, as imagens cruéis e o processo da matança. Em resumo: apesar de tudo estar muito bem apresentado e ser um dado histórico, detestei!!
Mas uma coisa temos que reconhecer: a vida daquelas gentes não era fácil e era daquilo que retiravam o seu sustento e alimentavam suas famílias.



S. Miguel - último dia

No nosso último dia em S. Miguel demos mais umas voltinhas por algumas das freguesias desta ilha. Visitamos Rabo de Peixe uma vila piscatória onde dificilmente compreendemos o que estas pessoas dizem - como se falassem outra língua.

Ribeira Grande é sede do concelho e por isso uma povoação muito maior. Visitamos uma casa que vende vários licores tradicionais e venho carregada de vinho.



Seguimos para a Caldeira Velha, caminhamos pelo interior do que parece ser uma selva e vamos ter a uma piscina natural de àgua quente que devido às suas caracteristicas medicinais é utilizada há séculos para banhos. Caminhando um pouco mais, fácilmente nos peparamos com várias caldeiras e fumarolas.


A Lagoa do Fogo é para mim a mais bonita de todas aquelas que vimos. È uma das maiores lagoas de S. Miguel e considerada como reserva natural. Situa-se na cratera do vulcão do Fogo que esteve em erupção pela último vez em 1563 - impressionante! Plantas e aves diversas têm o seu habitat em redor desta lagoa. Infelizmente também aqui o tempo não estava muito bom e a visibilidade era reduzida.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Furnas

O dia seguinte foi inteiramente dedicado às Furnas e ao Parque Terra Nostra. A Lagoa das Furnas parece-me ser a maior Lagoa de S. Miguel e encontra-se a 600 metros de altitute, circundada por muita vegetação e uma paisagem inigualável.
Várias são as manifestações vulcâncias que rodeam esta lagoa: caldeiras de àgua a ferver, de onde podemos ver os fumos a sair, cheira a enxofre e o calor é muito. Aí é cozinhado o bem famoso Cozido das Furnas.
Ao passear por aqui temos o receio de que a qualquer altura surgirá um vulcão debaixo dos nossos pés, tal é a sugestão deixada por esta paisagem em nós.













Fomos almoçar o nosso Cozido ao Parque Terra Nostra, um maravilhoso Jardim Botânico. O Parque foi fundado em 1780 pelo então Consul norte americano em S. Miguel, onde mandou construir a sua resîdência de Verão. Ao longo dos anos foi passando de mão em mão e cada um dos proprietários foi incrementando-o a seu gosto: foram importadas àrvores de diversas partes do mundo - América do Norte,Austrália, Nova Zelândia, China e África do Sul.
No século passado é ai construido um hotel e posteriormente um piscina termal de àguas férreas a uma temperatura de 30ºC.
Este parque que foi considerado um dos mais bonitos do mundo por revistas especializadas e aqui está uma das maiores colecções do mundo de camélias. È lindo - a não perder.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ponta Delgada

O nosso hotel tinha uma excelente localização mesmo de frente para a Marina. Ainda tive a oportunidade de ir ver um concerto por 5 euros - Cock Robin - que actuaram nessa noite em frente ao hotel...nunca vi um concerto tão perto de casa.
S. Miguel é conhecido como a ilha verde, e é bem verdade que prados verdes com vaquinhas se apresentam à nossa frente constantemente.





E hortênsias... são uma constante nas beiras das estradas e funcionam como sebes divisórias, evitando que as vacas se desloquem para outros terrenos. Por qualquer motivo que se desconhece as vacas não gostam de hortênsias.

Paramos no miradouro para apreciar a Lagoa de Santiago... muito verde e rodeada de vegetação. Paramos ainda em mais umas quantas Lagoas das quais já perdi o nome! Não podemos deixar de ficar surpreendidos pelas acções da natureza.



Já perto do centro de Ponta Delgada visitamos uma plantação de ananases em estufa. Não sabia nada sobre plantação de ananases e constatei que não é um trabalho nada fácil para além do calor infernal que se faz sentir dentro das estufas.

O centro histórico de Ponta delgada é bastante pitoresco e agradável. Ao final do dia passeamos pelas ruas pavimentadas com a típica calçada portuguesa - espectacular!
Aproveitamos a esplanada em frente à Igreja Matriz para um cafézinho.

domingo, 2 de outubro de 2011

Lagoa das Sete Cidades

Em Julho, fiz a minha primeira viagem aos Açores, na companhia do meu daddy!! A nossa primeira paragem foi, para começar em beleza, na Lagoa das Sete Cidades, em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel.
Paramos no miradoiro Vista do Rei, assim chamado por ter sido ponto de paragem do Rei D. Carlos e sua esposa D. Amélia. Daqui teriamos uma vista espectavular sobre as Lagoas Azul e Verde, maior lago de àgua doce dos Açores, não fosse o caso de estar a chuviscar e um nevoeiro tremendo tapando assim essa vista magnifica. Esperamos um pouco que as nuvens passassem e dessem oportunidade para uma fotografia.



Depois descemos para a freguesia das Sete Cidades para podermos apreciar estas Lagoas de perto. Visita à Igreja de São Nicolau.