segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Schonbrunn Palace

Muitas vezes referido como o Palácio da Sisi, em Schonbrunn vivemos a história de 2 imperatrizes separadas por quase cem anos no tempo e por personalidades tão díspares: Elizabeth (ou Sisi como era conhecida) e Maria Theresa. Na verdade foi esta última que, sob a sua supervisão, mandou construir o Palácio (num espaço que funcionava como casa de caça) e o tornou em Residência Oficial dos Habsburgs - esta empreitada começou em 1743 e terminaria em 1749.

Neste Palácio percorremos a história e personalidade fascinante de Maria Theresa que nasce em 1717 fruto de um casamento feliz mas sem herdeiros masculinos. Com 6 anos de idade apaixona-se por Franz Stephan que tinha 15 anos na altura e que viria a ser o grande amor da sua vida. Casam em 1736 com o consentimento do imperador que morre 4 anos mais tarde deixando a sua filha envolvida numa guerra de sucessão. Só em 1748 seria posto um fim a este conflito e Maria Theresa seria reconhecida internacionalmente como sucessora de seu pai. Reformista, empreendedora e diplomata seriam algumas das qualidades que marcaram o seu reinado. Sem ambições politicas o seu marido permaneceu sempre na sua sombra ficando a seu cargo as questões financeiras e económicas do reino. Em 20 anos de casamento tiveram 16 filhos dos quais só 4 rapazes e 6 raparigas chegaram à idade adulta. Incongruente com a sua opção pessoal, todos os seus filhos tiveram que se submeter aos casamentos por ela arranjados tendo em vista interesses políticos e, só a sua filha favorita, pode casar por amor. Desta descendência há a destacar o filho que viria a ser o seu sucessor (Joseph II) e Maria Antónia (a filha mais nova) que casou com o futuro Louis XVI de França em Versailles passando a ser conhecida como Marie Antoinette. Com um final trágico viria a ser a última rainha de França, morta na guilhotina.
Em 1765 Franz Stephan morre de um ataque cardíaco em Innsbruck durante os dias de celebração do casamento de um dos seus filhos. Durante dias Maria Theresa fechou-se no quarto sem falar com ninguém, deu todos os seus vestidos coloridos e usou preto até ao final da sua vida. Transformou a sala onde o seu marido faleceu numa capela onde todos os anos na data da sua morte ainda hoje se celebra missa. Anos mais tarde encontrou-se no seu livro de orações um pedaço de papel onde contabilizava ao segundo os seus momentos de casamento feliz: "29 anos, 6 meses, 6 dias, ou seja, 29 anos, 335 meses, 1.540 semanas, 10.781 dias, 258.744 horas..."
Na arte Maria Theresa era aficionada pelo oriente: decorações indianas e porcelanas chinesas, como se constata em Schonbrunn por 2 salas conhecidas como "Gabinetes Chineses" usados pela Imperatriz para receber pequenos grupos de amigos e jogar às cartas.

A "Great Gallery" com um comprimento de 43 metros era utilizado para bailes, representaçoes de teatro e ballet algumas delas feitas pelos seus filhos.

A Imperatriz Sisi chega a Schonbrunn em 1854 e não são muitas as memórias que dela perduram neste Palácio. Em 1859, devido a uma crise conjugal, Sisi foge para a Madeira onde fica durante um ano. A partir dessa data viaja bastante e a sua ausência em Schonbrunn é bastante notada.
A sua beleza é bastante admirada levando a alguns comportamentos obsessivos: muitas horas de exercício físico para manter a silhueta e várias horas para se arranjar e pentear, daí a importância do "Dressing Room" da Imperatriz.

Mas vamos deixar a história de Sisi para outro artigo e dar um breve passeio pelos belos jardins do Palácio antes de nos perdermos noutras paragens de Viena.

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