domingo, 18 de setembro de 2011

Viena

Viena tem tanto para ver que temos que ser objectivos nas nossas visitas e não há tempo para andarmos perdidos na cidade, coisa que eu adoro fazer - arrumar o mapa e caminhar à deriva!!

Esta manhã foi dedicada a visitar o Palácio Belvedere, um complexo que é na verdade composto por 2 edifícios O Belvedere Superior e o Inferior, sendo que o primeiro é Galeria de Arte e o outro Museu do Barroco e de Arte medieval.
O Belvedere Superior era aquele que me despertava maior curiosidade: além de ser um Palácio com interiores belíssimos, é uma galeria de arte de pintores austríacos, distinguindo-se no entanto por deter a maior colecção de obras de Gustav Klimt. Provavelmente o pinto austríaco mais conhecido internacionalmente, Klimt nasceu em Viena em 1862 e é um dos impulsionadores do movimento de Secessão - movimento austríaco que pretendia sair fora dos padrões tradicionais em termos de cultura. Mais tarde projectaram e construiram inclusivé o Edifício da Secessão para que os artistas do movimento tivessem um espaço para expôr. Klimt pintava sobretudo la femme fatale e o seu quadro mais famoso é o Beijo.



Enquanto andavamos na Galeria começou a chover torrencialmente e quando atravessamos para o Belvedere Inferior apanhamos uma molha enorme. Quando finalmente demos o Belvedere por visto, tinhamos que ir ao hotel pois nós de sandalinha e calções não podiamos continuar...

Depois de roupa trocada e barriga cheia fomos procurar a famosa Catedral Stephansdom - a nossa maior desilusão em Viena. Os exteriores estavam tapados para recuperação - um mal necessário mas que não deixa de desapontar quem visita. Também não gostei da sua localização, rodeada de edificios por todos os lados - está muito claustrofóbica.
O seu interior é escuro, com imensa gente, muitas cancelas, muito comércio e com muitas dificuldades para bos movimentarmos.

Encontrarmos o Relógio Anker foi outra odisseia pois aparentemente ninguém sabia onde se situava. O famoso (ou não) Relógio é feito em bronze com 12 figuras históricas: a cada hora aparece uma dessas figuras e ao meio-dia desfilam todas elas. Várias foram as nossas tentativas para chegar um dia para o referido acontecimento mas nunca conseguimos.
Depois de mais umas voltas pelo centro da cidade bem movimentado, chegamos aos Burgtheater, talvez o mais prestigiado palco em Viena. O original foi criado durante o reinado da minha querida Maria Theresa mas em 1888 foi mudado para o edifício actual. Em 1945 foi destruído por uma bomba voltando a abrir em 1955 completamente restaurado, para deleite dos vienenses.

Por esta altura já estavamos cansados de tanto andar e aproveitámos uma feira de gastronomia internacional instalada em frente a Neue Rathaus para descansarmos e saborearmos a sangria austríaca.

Este dia só estaria completo depois de um espectáculo de música que fomos assistir na Orangerie do Palácio Schonbrunn em que a soprano principal era uma voz portuguesa - imagine-se!!


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